Le plat du jour
Minhas histórias.
8/24/2020
6/06/2017
Foi assim, como ver o mar a pimeira vez...
Nem sei por onde começar a descrever o quão maravilhosa está sendo esta experiência.
Conheci muita gente, conheci muitos lugares, conheci o mar...ah... o mar... nem nos meus sonhos, nem pela televisão, jamais eu imaginaria uma coisa tão linda de se ver.
Então decidi que vou começar a escrever minhas aventuras por esse mundo ( sim, porque agora, eu não paro mais de viajar!)contando como foi conhecer o mar.
Cheguei num domingo de madrugada. Para ser beeem exata, cheguei em casa ( sim, meu hostel é a minha casa)por volta das 03:30 da madrugada de segunda. Pernas inchadas (36 horas de viagem + 20 horas de espera nos aeroportos)cabeça doendo, coração assustado. Não tomei banho nesse dia.
Cheguei, olhei para minha cama, e deitada, do outro lado do mundo de todo mundo que eu conhecia, eu chorei. De cansaço, de desespero,de dor, de sono. Chorei como nunca mais achei que eu choraria um dia, e dormi.
Segunda feira, eu teria orientação sobre as minhas aulas e depois seria liberada. Andando agora um pouco (só um pouquinho mesmo)mais descansada ( jetlag é uma bosta e é real) saio na rua para dar um volta antes de me dirigir ao prédio no cento da cidade, a.k.a Melbourne CBD.Eu, que nunca tive acesso a metrô, bonde e ferry boat de repente me vejo portanto um único cartão ( sim gentes aqui é um só para tudo) e podendo escolher para onde vou e como vou.
* eu vou deliberadamente pular a parte da minha orientação pq foi só como a escola funciona,ok?OK!*
Acabou a orientação e eu decid que iria voltar para casa e descançar.Minha perna direita inchou pra caralho durante a viagem eu eu tava sentindo um incomodo enorme.
Como havia ido de TRAIN ( que é o metrô daqui) eu resolvi que iria de TRAM (que é o bonde daqui) e que tem uma parada na esquina da minha casa ( OZI<3).
Quando estava na parada do Tram, eu juro que não sei porquê, mas havia uma senhorinha sentadinha no ponto, que sorriu para mim. Eu me aproximei e na intenção de perguntar sobre o próximo tram para South Yarra, eu perguntei sobre St Kilda.
Ela sorriu, e me disse: ''You can get the 96 goin'strai to the beach cutie'' ( sotaque aqui é mara, e eu já incorporei)
Entrei no tram e depois de uns 20 minutos passendo por uma linda cidade, ví a orla a praia...Deu um medo. Não sei porquê, mas associei imediatamente com a ficha caindo de que não estava mais no Brasil. E pior, naquele instante, eu decidi que não podia mais voltar.
O tram para bem em frente à praia. E não, St Kilda não é a mais bonita, ainda prefiro Chelsea (maravilhosa) mas foi meu primeiro amor de praia.
Como havia chegado no começo de Março,ainda deu pra curtir os últimos dias do verão australiano e me preparar para ver as estações mudarem.
Me senti pequena. Miúda. Poeira. Me senti Bentinho em frente à Capitu e então foi amor à primeira vista.
Diante daquela imensidão do mar olhando de volta pra mim, me senti um grão de areia, misturada em meio a outros tantos que estavam ali bem debaixo dos meus pés cansados.
A agua do mar de St Kilda é mais escura e mais fria do que outras praias daqui mas mesmo assim, meu primeiro vídeo na Australia foi isso, eu pondo os meus pezinhos no mar... fiquei por ali umas duas horas,até que bateu fome e eu fui para casa. Precisava dormir.
E assim foi meu primeiro dia na Austrália!
*To be continued...*
2/03/2017
Don't
Take my hands
Touch my skin
Feel my heart beat
As I feel yours.
Don't break my heart
Cause I've come to let you know
You were the only one for me
And now I've got to go
I'm telling you goodbye
To start over again
And it's tearing me apart
To stay miles away.
Look into my eyes,
And search for yourself in me
You were the reason
You've made me believe.
12/07/2016
Brave heart.
Tô me sentindo muito corajosa! Valente mesmo!
Também pudera, tomei as rédeas de minha vida nas mãos, bolei um plano e coloquei em prática.
Sempre soube que era meio nômade, meio cigana, cidadã do mundo e agora com o pé na porta eu sinto que estou no meu lugar: o mundo.
Tinha uma ideia do que era sucesso errada.
Sucesso é fazer o que o seu coração quer.
Sucesso é estar realizado com o que te faz bem e é isso mesmo que está acontecendo, pq olha sei que não será fácil mas eu estou na pista certa.
É tempo de dar adeus e deixar coisa, momentos e pessoas para trás e ir... Nem que seja pro outro lado do mundo!
9/24/2016
Análise amorosa.
O amor é quase uma morte.
Sabe os sete estágios da morte? Pois é, isso existe no amor também. Por isso digo e reitero: o amor é uma quase morte.
É fato que nunca ninguém morreu de amor,mas morreu de suas consequências. Sejam elas biológicas, sentimentais ou mecânicas.
Disseram que só o amor salva, mas ainda continua sendo bobagem...
O amor não salva, o amor mata.
A falta dele também.
Nós humanos suicidas, corremos atrás dele como se ao invés de algoz ele fosse o elixir da vida e nisso perdemos tudo: o amor próprio, a saúde, o dinheiro, a sanidade mental.
A bem da verdade amigos é que o amor é bem um filho de uma puta! Onde já se viu, dar por quase exterminados aqueles que o encontram? E por loucos aqueles que o perdem?
Não sabemos lidar, e talvez nunca saberemos. Nem com o amor e nem com todos os adereços que ele traz consigo. Saudade, medo,insegurança, euforia, esperança, insônia dentre outros tantos.
Ah o amor e suas armadilhas...nos levam à beira da loucura, tanto quando se é recíproco quanto quando não se é.
Apenas uma experiência de quase morte, no começo, no meio, e no seu fim...
9/17/2016
When love is not enough.
Eu sempre tive curiosidade de saber como chegaria aos 27.
Como poderia adivinhar aos 9 anos por exemplo que eu estaria morando sozinha, seguindo uma carreira promissora,me bancando e lidando comigo mesma?
E confesso que agora que possuo a tal idade, não sou nem de longe a pessoa que há muito tempo atrás achei que seria, Deus é mais,né?
Mas pensar sobre isso me trouxe outros questionamentos e eu ando numa fase de filosofar minha própria vida e conceitos pré moldados.
Desde muito pequena eu sabia que havia algo de diferente. Algo que não se encaixava.
O meu conceito de amor estava errado.
Eu achava que amor era o mais nobre dos sentimentos, e quando pequena achava que (em parte por ser muito diferente e em parte pelo abuso sofrido) não amaria, nem seria amada, talvez nem merecesse ser amada ou amar.
Eu mesma não me amava...
Sabe amor romântico? De homem e mulher? De casal apaixonado? De casar na igreja de véu e grinalda e hímen intacto?
Não...isso não era pra mim. E não iria acontecer.
Mas...depois de alguns anos, eu ví que não era bem assim...
Passei por boas e más experiências, algumas horrendas, mas sobrevivi pra contar que o amor não é suficiente.
Não para manter alguém interessado, não pra manter o tesão aceso.
Não para fazer alguém ficar para sempre,definitivamente.
Amor não é nada além da resposta química biológica diante de um estímulo qualquer.
Você pode amar qualquer coisa e qualquer um.
Mas para serem um par é preciso bem mais...
A receita perfeita? Ainda não descobri. Se um dia souber, eu faço um manual,vendo e fico milionária...kkkk
Hoje aos 27, sozinha na sala do meu apartamento, com as luzes desligadas eu vejo que é preciso mais do que só amor.
Eu preciso de bem mais do que só isso apenas isso.
Because sometimes love is not enough.