9/24/2016

Análise amorosa.

O amor é quase uma morte.
Sabe os sete estágios da morte? Pois é, isso existe no amor também. Por isso digo e  reitero: o amor é uma quase morte.

É fato que nunca ninguém morreu de amor,mas morreu de suas consequências. Sejam elas biológicas, sentimentais ou mecânicas.

Disseram que só o amor salva, mas ainda continua sendo bobagem...
O amor não salva, o amor mata.
A falta dele também.

Nós humanos suicidas, corremos atrás dele como se ao invés de algoz ele fosse o elixir da vida e nisso perdemos tudo: o amor próprio, a saúde, o dinheiro, a sanidade mental.

A bem da verdade amigos é que o amor é bem um filho de uma puta! Onde já se viu, dar por quase exterminados aqueles que o encontram? E por loucos aqueles que o perdem?

Não sabemos lidar, e talvez nunca saberemos. Nem com o amor e nem com todos os adereços que ele traz consigo. Saudade, medo,insegurança, euforia, esperança, insônia dentre outros tantos.

Ah o amor e suas armadilhas...nos levam à beira da loucura, tanto quando se é recíproco quanto quando não se é.
Apenas uma experiência de quase morte, no começo, no meio, e no seu fim...

9/17/2016

When love is not enough.

Eu sempre tive curiosidade de saber como chegaria aos 27.

Como poderia adivinhar aos 9 anos por exemplo que eu estaria morando sozinha, seguindo uma carreira promissora,me bancando e lidando comigo mesma?

E confesso que agora que possuo a tal idade, não sou nem de longe a pessoa que há muito tempo atrás achei que seria, Deus é mais,né?

Mas pensar sobre isso me trouxe outros questionamentos e eu ando numa fase de filosofar minha própria vida e  conceitos pré moldados.

Desde muito pequena eu sabia que havia algo de diferente. Algo que não se encaixava.
O meu conceito de amor estava errado.
Eu achava que amor era o mais nobre dos sentimentos, e quando pequena achava que (em parte por ser muito diferente e em parte pelo abuso sofrido) não amaria, nem seria amada, talvez nem merecesse ser amada ou amar.
Eu mesma não me amava...

Sabe amor romântico? De homem e mulher? De casal apaixonado? De casar na igreja de véu e grinalda e hímen intacto?
Não...isso não era pra mim. E não iria acontecer.
Mas...depois de alguns anos, eu ví que não era bem assim...

Passei por boas e más experiências, algumas horrendas, mas sobrevivi pra contar que o amor não é suficiente.

Não para manter alguém interessado, não pra manter o tesão aceso.
Não para fazer alguém ficar para sempre,definitivamente.

Amor não é nada além da resposta química biológica diante de um estímulo qualquer.
Você pode amar qualquer coisa e qualquer um.
Mas para serem um par é preciso bem mais...

A receita perfeita? Ainda não descobri. Se um dia souber, eu faço um manual,vendo e fico milionária...kkkk

Hoje aos 27, sozinha na sala do meu apartamento, com as luzes desligadas eu vejo que é preciso mais do que só amor.

Eu preciso de bem mais do que só isso apenas isso.

Because sometimes love is not enough.

9/01/2016

Eu não estou tão afim de você.

O tema já foi livro, virou filme e até projeto de seriado.

A verdade gente, é que esse é um tema que empurrado pra cima de nós mulheres, como sempre.( E antes de começar a expressar a minha humilde opinião aqui, quero deixar claro que este não é um post feminista. Poderia ser se eu quisesse, mas hoje eu queria falar de relacionamento de forma geral.)

Todos vocês sabem que eu estou solteira há um bom tempo. E sendo bem sincera, é sim por pura falta de opção; 
Vejam que a cidade onde moro, é provavelmente a capital mais interiorana que existe. Sim, Goiânia é linda e eu a amo, mas a cidade em termo de relações sociais é um ovo.
Sempre tem alguém, que conhece alguém que conhece você...tô mentindo?

O fato é que sempre que eu conheço alguém novo ( ou tenho a ilusão de não o conheço) acabo por descobrir ligações em comum com várias outras pessoas que por motivos de pura preguiça social eu vou me abster de explicar o broxamento que isso me causa.
Então voltando ao assunto tema do post, relacionamentos...

Eis que decidi, por conta própria  mesmo, baixar um aplicativo de relacionamentos. Um não, três. E durante a minha breve aventura nestes aplicativos, apareceram muitas questões pessoais, sociais, filosóficas inclusive.

A primeira questão é o tabu que é ter um aplicativo deste instalado.Por que não pode? Por que é ''errado''?Pra que eu vou usar isso?
Ainda que minha intenção fosse somente uma noite de sexo casual, eu ainda não consigo entender porque as pessoas sempre, repito SEMPRE, fazem um estardalhaço em cima disso. Hello!!! estamos no século XXI e todo mundo transa que eu sei. Se não transa deveria,viu? É muito bom, e terapêutico inclusive.
Claro que a resposta para todas as perguntas acima é a hipocrisia que geral vive. Todo mundo faz sexo, ninguém quer assumir, ninguém quer ficar só, e então condenam quem se assume, pra tirar o foco de si....tsc,tsc,tsc...que feio migues!

A segunda questão, é na verdade a autocrítica. Ora, nada mais irônico que usar um aplicativo para questionar-se, ainda que apenas mentalmente, sobre a sua situação amorosa.
Por que não deu certo com fulano? Será que Beltrano era a pessoa certa? Qual é o tipo de pessoa que quero ter ao meu lado? ( e confesso a minha favorita) Será que eu preciso MESMO mudar meu status de relacionamento AGORA, e se preciso, PORQUE e POR QUEM?
Cara, por onde começar... Me fiz essas perguntas over and over and over again....Não sei porque não deu certo com fulano. Beltrano não era a pessoa certa, se assim fosse, estaríamos juntos ainda. Eu decidi quero ter uma pessoa HONESTA do meu lado. E por fim, porém não menos importante: TALVEZ.
Não preciso, e nem quero mudar meu status agora...as razões são tantas... e eu não quero fazê-lo por mim mesma. Sem essa de ''me dar um tempo para autoconhecimento'' é só porque eu não quero mesmo e ponto.

A terceira questão é mais complexa e exige um pouco mais de maturidade pra se expôr: O que eu quero com isso?
confesso que flagrei pensando nisso, depois de alguns dias com os aplicativos ''bombando'' com likes, charmes, e coraçõezinhos all over it.
Na verdade parecia apenas que os aplicativos são programados para satisfazer o meu inflado ego leonino.Pessoas bonitas,( alguns nem tanto) com papos interessantes colocando-se em prateleiras à disposição de desconhecidos.
Pessoas mentem, e mentem com gosto, elas AMAM <3 mentir. Informações, datas, nomes, interesses. Mas isso elas fazem ao vivo também, eu sei, o ponto é que atrás de uma tela de computador, tablet ou smartphone todo mundo é o que quer. Inclusive o '' amor da sua vida''.


Resumindo: Minha breve experiência com aplicativos, foi no mínimo produtiva. Ainda que eu não tenha "desencalhado'', ou encontrado o melhor dos homens nessa terra, ainda sim conheci pessoas interessantes. E suas histórias, e suas bagagens e suas peculiaridades.
Se eu pudesse dar um conselho diria para não ir com muita sede ao pote, para evitar possíveis decepções e encrencas.Precisamos não só considerar nossas as questões acima, mas as questões também da outra pessoa. A empatia nestes tempos cibernéticos ainda é muito necessária embora pouco utilizada.
As vezes esquecemos que são pessoas se comunicando...eu mesma faço isso. Me esqueço alguém pode se magoar.
A conclusão que cheguei, é que aplicativos nãos são para mim. Eu sou antiga, minha alma é antiga e eu definitivamente preciso de mais do que apenas isso.Se, por acaso eu flertei contigo, eu peço desculpas,mas...
Eu não estou tão afim de você...