Ele não tinha o que fazer quinta-feira a noite, então chamou sua namorada e decidiram se unir a um grupo de amigos íntimos.
Ela morava na mesma rua havia 2 anos, e a julgar por tudo o que se resumia estes anos,estar num bom bairro ainda sim não faria diferença.
Algumas pessoas dizem que foi sorte, outras azar, e ainda há aqueles que disseram coisa ou outra sobre destino e predestinação.Não que os dois acreditassem nisso,mas bastou um dúvida brotar,para que o acaso fosse o culpado de tudo.
Ela estava de jeans claro, e uma camiseta.Tênis,sempre de tênis...sentou-se e olhou para os pés,lembrando de quantas vezes a sua mãe dissera que iria fazer 15 anos e já passava da hora de se vestir como uma "moça".Riu sozinha imaginando o discurso de sempre...
A campainha tocou,ou melhor berrou aos ouvidos dos poucos convidados que estavam ali na sala de estar,três ou quatro pessoas no máximo.No intuito de ajudar os anfitriões, guardava consigo as chaves do portão e da porta da frente.
Abriu o portão. Sabia que chegariam mais pessoas. Bateram na porta. Duas vezes.
Girou a maçaneta e puxo-a e então...
Ele arrumou a camiseta e o óculos,deu o braço a namorada,para certificá-la de era a sua companhia favorita. Não que fosse,mas ele sabia que as mulheres sempre precisam de um gesto de confiança quando se está em território estranho ;
Tocou a campainha,sabia que deveriam demorar,os amigos, donos da casa deveriam estar no banho,ou preparando os últimos detalhes. Era dia de comer doce, e essas coisas dão trabalho para serem arranjadas.
Atravessaram juntos o portão de entrada e seguiram pelo alpendre de ardósia escura até a entrada da casa;Bateu na porta duas vezes para se certificar que ouviriam.Havia feito esse caminho milhares de vezes e sempre era a mesma coisa,até que...
A porta se abriu e ela deu de cara com ele. Literalmente. Passaram-se alguns segundos em silêncio sustentando o olhar daquele cara,até que a namorada do rapaz interveio e cumprimentou-a. Ela respondeu sem dar muita atenção ao que aquela bela loira havia lhe dito.Procurou ser simpática, e se manter firme ao mesmo tempo,estendeu a mão à moça, e apertou a dela.
Ele ficou alguns segundos sem ar,mas tentou manter o semblante sereno. Nunca havia visto alguém assim.Sorriu aberto como se se conheciam haviam séculos.Ficou calado,sem saber quem apresentaria primeiro,a namorada ou ele mesmo.Quando chegou a vez de se apresentar,então, ao invés de um aperto de mão,deu um abraço. Um abraço forte,que foi prontamente correspondido.Falou sobre conhecidos em comum com aquela garota,e sem saber mesmo o porquê,quis ficar até o fim da noite.
Ela sorriu e corou. Pensando se talvez não conhecesse realmente aquele cara de algum lugar. Devolveu o abraço,na mesma intensidade,riu nervosa e achou bonitinho o gesto inesperado.
Daí pra frente quis ouvir o que ele tinha a dizer e se ele tinha queria saber.Logo ela que nunca ouvia ninguém,quis ficar até o final da noite,até o final da vida.
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