3/10/2014

Sobre refrear a língua e o que isto deveria significar.

Ainda há pouco me peguei discutindo com minha mãe no carro. Estávamos voltando de duas visitas feitas e falávamos sobre a maneira como tratamos as pessoas, ela particularmente dizia sobre o modo como EU tenho tratado as pessoas nos últimos dias e as coisas que eu ando dizendo a elas. Diga-se de passagem que não tenho sido uma boa companhia.
Eu poderia culpar uma série de fatores e pessoas e ainda assim,não me seria satisfatório como desculpa. Tpm,depressão, a separação dos meus pais, o abandono do meu ex noivo,a rejeição do interessante,a minha falta de ocupação,a falta de sexo,a deformidade da forma física, o cansaço diário,a mudança de ares ou a eminente falta dela, o cachorro que morreu,a falta de grana,o preço do tomate...
Eu tenho desculpas legítimas e mesmo assim não estaria tratando o problema,mas sim parte dele.
Vivemos numa sociedade de mentira. Dizer a verdade nesses tempos é sinônimo de solidão. Eu já fui entusiasta da causa perdida de ser sincera apesar de tudo.
As pessoas não querem isso. Elas querem o conforto do não confrontamento, e eu te pergunto meu amigo,aonde fica a minha fé cristã diante disto?
Por que eu deveria refrear a minha língua? Ou melhor colocando,por quem? Será que isso mesmo que eu leio em Provérbios 11:12?
Sim, querido leitor,é exatamente sobre isso que o versículo fala: o poder destruidor das palavras. E não é sobre inventar mentiras,é sobre proferir maldades.
Um erro o qual eu recorro bastante é bem verdade.Peco por isso.Peco muito.
O que isso tudo tem a ver com a discussão de hoje? Simples: Fomos visitar uma amiga de longa data que recentemente passou por uma cirurgia que resultou em uma complicação. Internada novamente,estávamos lá para orar por ela, e conversa vai,conversa vem ela contou-nos sobre uma amiga que tirou a própria vida...e em meio a conversa ressaltou várias vezes este ponto: o poder das palavras que "atiramos" nas pessoas.
De fato nós não calculamos o estrago que fazemos ao proferir algumas sentenças. Não pensei a nível de suicídio,mas por exemplo, a carga foi tanta para a jovem mocinha que ela tomou uma atitudade muito drástica e trágica.
Não quero ter esse efeito nas vidas das pessoas. Eu sei o quanto dói mudar,refazer a vida,voltar aos trilhos...

Hoje foi um dia de lição para mim,aprendi de novo que amabiabilidade é um fruto do espírito que quero cultivar. E refrear a língua para mim pode ser isso,evitar que por mais dura que seja a minha realidade eu devo ser amor onde não houver amor.

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